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19 de nov. de 2013

A Esquizofrênica - Capítulo 9 e 10.

Meu Medo

Diferente da última vez que Demetria fora para o jardim, ela não estava tão ansiosa dessa vez. Selena percebeu isso, mas nada falou, sabia que a menina não iria contar. Lovato arrumou-se; vestiu uma calça comprida e uma blusa de manga longa, e levando em conta de que não estava frio, foi mais um fato para Gomez estranhar. Mas quem ela ia estranhar? Demetria ¾ a esquizofrênica! Não fazia sentido sentar com a menina para interroga-la do por que dela estar agindo de uma maneira estranha. Então, dessa vez decidiu que deixaria passar. Dessa vez.
Demetria caminhou calmamente até o jardim. Nos corredores, explorava o já conhecido. No jardim, enlaçou-se com o que já sabia que iria embora, a grama. Fechou os olhos esperando o tempo passar; lembrou de sua mãe, de Kondor, de Selena, de seu quarto. Mas enquanto pensava nisso, o menino ainda insistia em voltar para seus pensamentos. E Lovato pensou no que sempre sonhara em sentir, no que sempre lia em livros, mas nunca tivera a oportunidade. Paixão. Ela ansiava com todas as forças se apaixonar. Cogitará a possibilidade de estar apaixonada por Kondor! Mas logo depois perceberá que aquilo não era paixão. Era carinho; apenas isso.
E o mais engraçado; o que mais lhe chamou a atenção sobre o amor, é ele ser tratado como uma doença. Ele poderia ser descrito como uma doença, pois lhe era explicado claramente os sintomas, a definição, onde ele fica... Tudo! Assim como uma doença.
Essa era a única enfermidade que ela queria ter... Mas nunca teve, por que a oportunidade nunca surgiu. Impediram-na disso assim como a impediram de sentir suas lágrimas. ‘’Colocaram ataduras em meu coração. ’’ Concluiu.
Abriu os olhos em um solavanco e olhou ao redor, jurando ter alguém lhe observando. Andou rapidamente até um banco de praça que havia na sombra de uma árvore e continuou olhando para os lados. Era para ter alguém ali! A garota passou as mãos pelas coxas freneticamente, enquanto olhava para os lados, e com a ponta dos dedos, simulava estar arranhando o tecido. Ela estava suando frio! Pensou em gritar, mas repensou e decidiu que era melhor ficar calada. Ela queria sair dali, fugir para bem longe, mas ela não iria fugir dessa vez.
Respirou fundo na tentativa de se acalmar; inútil. Curvou-se e colocou a cabeça entre as pernas, respirando fundo, tentou se acalmar. Seu busto subia e descia pesadamente, como tivesse um peso nele. ‘’O peso do meu coração. ‘’ Lovato pensou, olhando para a grama.
Levantou a cabeça ao perceber que aquilo não adiantava, mas ao olhar para frente tentando focar a visão em algo para não gritar em desespero, teve a impressão que seu coração parou ao pousar os olhos no menino olhando-a confuso.
Oh céus. Ela iria gritar, ela queria!
Mas nenhum som saiu de sua boca.
Sua alma gritou.
Seu coração parou.
Ela enferrujou.
Ela encarou seu medo.

A Esquizofrênica - Capítulo 10

Meu problema.

Ela abriu a boca para falar algo.
‘’Não diga oi. ’’ Seu subconsciente gritou. Oh!
Ela fechou a boca.
Viu-o franzindo os lábios junto com o cenho e sentando ao seu lado, mas sem olha-la. Ela virou o rosto para frente.
Oh céus!
¾ Demetria. ¾ falou rápido.
Ele virou o rosto para olha-la, mas ela não desviou o olhar da grama.
¾ O que? ¾ perguntou ele.
Ele falou! Ou melhor, ele a acariciou com aquela voz de veludo.
¾ Demetria. ¾ repetiu. ¾ Esse é meu nome.
¾ Ah. ¾ fechou a boca, virando o rosto e olhando a grama.
¾ E o seu? ¾ perguntou depois de minutos em silêncio.
¾ Ah. Joseph. ¾ franziu os lábios novamente. ¾ Meu nome é Joseph.
Ela estava se pelando de medo! Ou era outra coisa? Pois se fosse, ela não sabia o nome disso.
’Por favor, que isso seja amor. ‘’ A garota fechou os olhos, clamando ao coração. Essa era a única oportunidade. O que nem era para existir! E também não queria sentir medo novamente. De novo não.
¾ Estão falando que eu sou louco. ¾ sussurrou para si mesmo, com as mãos entrelaçadas entre si, assim como a grama nos dedos dos pés da garota.
Ela olhou para ele. O que ele falou?
¾ O que?
¾ Estão falando que eu sou louco. ¾ inclinou-se para sussurrar no ouvido da menina, como se fosse o maior segredo do mundo.
Ela teve vontade de rir.
Ela teve vontade de rir!
Arregalou os olhos. Oh!
¾ Já falaram isso de mim. ¾ ela repetiu o ato dele, sussurrando no ouvido do mesmo como se estivesse contando o maior segredo do mundo.
Agora foi a vez de ele arregalar os olhos.
Ela sorriu.
Ela sorriu!
Ele derreteu.
¾ Verdade? ¾ perguntou ele, surpreso.
Silêncio.
¾ Você não parece louca. ¾ acrescentou, tímido.
Isso foi em elogio!
Outro terremoto no coração. Outra vontade de rir.
¾ Nem você. ¾ observou ela.
Ele era um pouco mais alto que ela, cabelos castanhos claros e olhos esverdeados. Ele estava vestido com uma camisa branca, o que deixava a mostra seus braços fortes com cortes vestidos de branco. Suas mãos estavam enfaixadas iguais as da garota, ou seja, até a metade dos antebraços e apenas a pontas dos dedos visíveis. Ao perceber que meus olhos corriam por seus braços, ele encolheu-se, como se ela o estivesse queimando. Lovato franziu o cenho e olhou para ele curiosa.
¾ Qual o seu problema?
Ele irritou-se.
¾ Qual o seu problema? ¾ rebateu.
Abriu a boca para falar alguma resposta petulante para ele, mas nada veio.
¾ Sou esquizofrênica.
Ele reagiu como se ela falasse que bebe água.
¾ Você acredita mesmo nisso? ¾ perguntou ele, se endireitando e olhando para a grama.
¾ Em que?
¾ Nisso tudo! Eu não acredito.
Estranhou. Ele está louco!
¾ Você está louco? ¾ perguntou.
¾ Qual o seu problema, garota? Você é que está louca! Pare de agir como se estivesse com uma doença terminal e aceitasse que irá morrer! Pois ninguém aceita uma coisa dessas, só se engana. Então pare de fazer isso.
Ele já estava irritado. Demetria deixou ele se exaltar o quanto quisesse.
¾ Você não está doente. Aceite isso.
Continuou:
¾ O seu problema é achar que está doente e aceitar isso. Você que é a louca aqui!
E ao terminar de exclamar, ele saiu.
Deixou-a só.
Deixou-a com o seu problema.
Continua...
     Para recompensar. Tomara que isso sirva para que vocês me perdoarem. Iai, estou perdoada? :D Espero que sim, por que... O Joe apareceeeeeeeeu! 



Sei que estou em debito com vocês, porem não vou prometer nada, por que sempre acontece algum imprevisto e dá bosta (¬¬'). Sobre responder os comentários, não é que eu esteja esnobe, arrogante, e que não respondo os comentários por que não quero. Não é isso! É que eu estou sem tempo mesmo. Tipo, quando eu ainda estava no começo, ainda na época do blog, eu tinha tempo, bastante, e isso foi uma das coisas que me fez criar um blog. Tempo vago. Mas agora, tudo mudou de ponta cabeça. Não tenho mais tempo livre, e postar e escrever exige tempo; não é só escrever e apertar em publicar. Tem muita coisa por trás, e mais atrás, só tem uma pessoa, que sou só eu. Não estou reclamando, não me entendam mal, tudo bem? Só estou expondo os fatos. Vocês mesmo veem que faço tudo para ficar bom, melhor que bom! E não é só escrever e bum! Tá pronto, tem todos os detalhezinhos, acrescentar umas coisas aqui, e outras aculá. Para no final ficar bonito, e bom de ler. Ok? ;) Mas eu amo o trabalho que faço, e só quero que saibam, que demora, por que se for pra mim fazer, eu faço bem feito. Eu não vou simplesmente postar uma merda qualquer para vocês. Eu procuro publicar um material bom e de qualidade. 
Desculpa por tudo gente, projetos á vista... Por que sexta-feira eu entro de feeeeeeeeerias! Dá para acreditar que eu já vou fazer o primeiro ano do ensino médio? *-* Pois é gente, a bebê de vocês está crescendo! :D \õ/ hehe' Mas eu sempre vou ser a bebê de vocês ;) u.u Geeeente, eu comecei isso aqui com 12 anos! E olha onde estou? Já tenho 14! E vou fazer 15... Valeu a pena, né?! Mas chega disso, por que já estou ficando nostálgica e os nostálgicos chorarão se eu continuar... Ou seja, eu! HAHA' 
Mas é isso. Prometo que eu não vou demorar a postar, suas divas, suas gatas, suas gostosas, suas perfeeeeeeeeeeitas! 
Beijos gatas e gatos seduzentes ;*

P.S: Valeu a pena a espera?

14 de nov. de 2013

A Esquizofrênica - Capítulo 8

Minha surpresa

Demetria pediu gentilmente para seu coração se aquietar, para suas veias servirem como canal de sangue e não de ferrugem, mas nada adiantava. Ela continuava correndo com o coração na mão, com suas veias se enferrujando, com seus joelhos rangendo como portas velhas quando abertas. Seus tímpanos se contraíram a cada passo dado. E ela resolveu parar. E gritar.
Com os joelhos flexionados e as mãos nas orelhas, a garota concretizou o desejo da sua alma. Ela gritou!
Logo dois paramédicos vieram socorrê-la e levaram-na para o quarto enquanto a menina ainda gritava.
Enquanto colocavam Lovato na cama e amarravam-na, Selena entrou correndo pela porta e logo procurou por Demetria. A menina mantinha os olhos fechados e ainda gritava.
¾ Não aplique isso nela! ¾ a enfermeira exclamou, detendo um dos paramédicos. Ele olhou-a como se ela fosse de outro mundo! O que ela queria? Ir contra os métodos dos paramédicos de acalmar os pacientes?
¾ Deixe que eu aplico. ¾ estendeu a mão, suspirando. Depois de um minuto de hesitação, os paramédicos se retiram depois de amarrar a esquizofrênica e deixar uma seringa na mão da enfermeira.
Gomez respirou fundo e caminhou até a menina que continuava gritando de olhos fechados. Acariciou a bochecha dela e esperou pacientemente ela se acalmar, depois de mais uns minutos a menina se acalmou. Ela desejava tomar aquela injeção, ela precisava. Ela gritou para isso!
¾ Aplique em mim. ¾ falou ríspida, olhando para o teto impassível.
¾ Por quê?
¾ Aplique em mim.
E ela aplicou, sem dó. Ela queria, ela desejava, mas ela não precisava. E ambas sabiam disso.
¾ Por quê? ¾ sussurrou, acariciando os cabelos de Luci.
Mas a menina não respondeu, ela já havia adormecido. E agradeceu por isso.

Quando abriu os olhos, havia um sofá bege no canto do quarto, e a mulher de cabelos acobreados estava sentada nele. Estranhou, por que não devia ter nenhum móvel no quarto, já que Lovato não havia solicitado.
Ao ver a menina olhando para ela, a enfermeira se levantou do sofá e foi até a menina. ‘’Selena Gomez’’ a garota leu os dizeres em negrito no crachá que a enfermeira usava.
¾ Por que tem um sofá aqui? ¾ elevou os olhos para o rosto da mulher.
Ela deu as costas para a menina e ela pode ver que não tinha só um sofá em seu quarto, mas também um criado mudo com uma garrafa de água em cima e copos plásticos.
¾ Achei que deveria ser melhor assim.
Só isso foi respondido, mas não só isso foi falado. Ela estava com raiva?
Estendeu um copo de água a menina, mas quando Demetria foi tentar estender o braço para pegar o copo, foi inútil, seus antebraços ainda estavam amarrados. Com o copo nas mãos, a mulher dona de uma cascata de cobre levou o mesmo até os lábios secos da menina, e sem nenhuma expressão de ambas as partes, ela bebeu, calma, e voltou a dormir.

Acordou com Selena chamando seu nome, e suas narinas sugaram o cheiro delicioso de um sanduíche de peru. Umedeceu os lábios e abriu os olhos; devorou o lanche quando percebeu que suas mãos estavam soltas.
¾ Selena.
A mulher sentada no sofá recolheu o prato e quando ia sair, Lovato segurou o pulso da mesma. Captando a pergunta muda contida nos olhos pretos da menina, a enfermeira perguntou:
¾ Por quê?
Mas Demetria não iria falar, não mesmo!
¾ Se não quer falar. ¾ deu de ombros, e quando ia sair pela porta, a menina falou.
 ¾ Medo. ¾ e quando viu a maior olhando para ela, continuou: ¾ Eu estava com medo. ¾ o que de certa parte, não era mentira. Ela estava com medo do menino do jardim, mas não entraria em detalhes.
Depois de mais uma olhadela para a menina sentada na cama, à enfermeira saiu pela porta. Demetria bufou e afundou-se na cama. Aproveitando que estava solta, saltou da cama e olhou para o sofá. Parecia confortável. Sonhara com ele enquanto dormia. Aproximou-se do mesmo e passou as pontas dos dedos sobre o tecido macio; sentou-se no mesmo e estranhou a sensação. Era uma sensação nova. Ela estava se sentindo confortável.
¾ Gostou? ¾ a mulher perguntou com um sorriso no rosto enquanto entrava, e se sentou ao lado da garota de cabelos brilhosos.
A menina não respondeu.
¾ Está incomodada?
Lovato balançou a cabeça em negação. Olhou para Selena confortavelmente e analisou o rosto da mulher. Mas a enfermeira não conseguiu manter o olhar da menina, por isso desviou o olhar e deixou-a observar seu perfil. Não era uma garota má, afinal. Mas tinha medo de Lovato; todos tinham! E isso era o que a dava mais raiva. Ela era como os outros, ou ao menos, queria ser. Por que ela estava ali? A enfermeira se fez a mesma pergunta.
Selena tinha a vida feita! Não precisava daquilo. Mas decidira desde a morte de seus pais que deveria ajudar alguém. Já que sua única irmã a culpava para aliviar a dor da perda, Gomez decidira que não iria mais aguentar aquilo. Depois que presenciara a felicidade da irmã se casando sem ao menos chama-la para ser madrinha, virou as costas, arrumou as malas, e deixou suas lágrimas se derramar ali. Aceitara o emprego de enfermeira em uma clinica de reabilitação ¾ já que antes da morte de seus pais havia mandado o currículo para lá, porém não aceitara a proposta de emprego antes. E decidira que levaria as lágrimas junto. Nunca mais vira sua irmã; e olhando para Demetria, a mulher de olhos de fel encontrara quem antes era. Um espelho em uma realidade completamente diferente. Essa era Selena Gomez; uma esquizofrênica que desejaria ser sedada à enfrentar os medos. E Demetria era sua sedação, pois com ela poderia enfrentar os medos, os perigos, e se entregar totalmente á eles sem ter medo de nunca mais voltar à realidade; por que no caso, essa é a realidade de Gomez; de Lovato, das duas.
¾ Só fiquei surpresa. ¾ a menina de cabelos pretos revelou depois de muito estudar a maior.
¾ Com o que? ¾ a mulher perguntou sem muito entender, voltando a realidade...
¾ Com você.
E voltou para cama, mas dessa vez, sem dormir. Pensou em tudo, ou melhor, pensou no menino que vira no jardim. Pensou no seu medo; e pensou em como enfrenta-lo.
Continua...
(barrinha antiga por que sou muito lesada e não achei minha nova preta)

     Tá bom, admito. Esse demorou. Mas eu posso explicar. Assim, eu tirei um dia para postar, tipo, amanhã eu posto! Quando eu voltei da aula, no amanhã no caso kk A energia acabou ¬¬ Ou seja, tudo que eu planejei para fazer naquele dia, que era no pc, foi adiado. No dia depois, eu passei a tarde na casa de uma amiga, estudando, e quando cheguei em casa capotei, ou seja, não postei (não me orgulho disso u.u). 
     E hoje, de tarde até a noite, teve coisa no colégio e só estou postando agora. Sendo que quando eu cheguei em casa, liguei o computador, o blog não entrava! Mas, eu fui forte e fiquei aqui, firme e forte! (e acordada -.-) até tarde, sendo que quem me conhece é um milagre eu estar acordada até de tarde... Por que é hora de bebê tá na cama, né gente?! Minhas mães onlines sabem disso ;) hehehe
       Enfim, saibam que isso é por vocês. Sei que não é grande coisa, mas é um começo, né?! 
     Se o blog cooperar (e eu -.- [repito, não me orgulho disso]) que tal mais um capítulo amanha? E textos... Por que tenho que repostar todos os meus textos aqui e vocês vão ser obrigadas a me aturar mais um pouquinho :3
     Beijão gatas e gatos seduzentes! Amanhã respondo os comentários do capítulo passado e desse.
     Agora vou dormir. Beijos e durmam com o papai do céu!

P.S: Sé ligarão na page do site? :3 Curte?

6 de nov. de 2013

A Esquizofrênica - Capítulo 7

Meu pôr do sol.

A menina passara a noite toda pensando no menino que viu andando pelo jardim. Mas nada perguntou para Selena que dava-la remédios. Afinal, nada falou! Depois de comer pela manhã, Demetria desamarrou os antebraços da garota e a mesma correu para o banheiro. Gomez estranhou, mas nada falou. Se ela estivesse com vontade de ir ao banheiro, que falasse antes. Mas não era isso. A menina resolveu se vestir um pouco antes do que o esperado para ir ao jardim, e a mulher de cabelos acobreados estranhou tanta excitação.
Quando Lovato reapareceu, ela estava vestida com uma camisa branca e um short preto. Seus cortes amostras não incomodaram Selena como fazia antes. A enfermeira queria tirar aquelas ataduras das mãos da menina, mas percebeu que ainda era cedo.
Posso ir? — a garota inclinou a cabeça, riscando as pontas dos dedos de ansiedade.
Ainda faltavam uns minutinhos para que Demetria pudesse ir, e provavelmente teria outros pacientes no jardim. Por mais que a mulher desejasse que a garota de madeixas pretas se misturasse e convivesse com outras pessoas, ela nada podia fazer! As ordens eram claras, e vinham de muito mais alto. Gomez achava estranha essa ordem, já que era um tipo de readaptação para Demetria ficar com outras pessoas, mas desistiram da menina assim como desistem de reanimar um morto. A Esquizofrenia da garota avançou bastante, e começou a ameaçar perigo tanto para os outros como para ela mesma. Lovato não chegou a ameaçar ou agredir outra pessoa, mas seus delírios eram tantos, que por pouco não cometeu suicídio por puro medo. Por isso era bom evitar. Mas nem tudo que se evita, não acontece.
Não dá. — fez uma careta. — Falta pouco, Demetria. Espere. — suspirou, sentando na cama.
Mas a garota não se aquietou. Seus cabelos balançavam enquanto a mesma dava voltas e voltas ao redor do quarto vazio á procura de se entreter. A enfermeira riu e chamou-a para se sentar ao seu lado.
Por que está tão animada?
A garota entortou os lábios.
Não respondeu.
Voltou a anadar.
— Não vou ser uma grama. — Selena esclareceu.
Não é nada. — ela pensou em jurar, mas além de ser mentira, ela não gostava dessa palavra. — É só que não tenho nada para fazer, e ir ao jardim é a única coisa que tenho. — sua voz não denunciava o desanimo que sentia dando voltas em seu corpo enferrujado.
A enfermeira chamou-a com a mão e Lovato foi ao seu encontro, porém não apanhou a mão da mulher. Gomez pegou uma mão da garota e colocou sobre a sua.
Você queria? — perguntou varrendo o rosto da menina com seus olhos ternos. — Você queria ter algo para fazer?
Acho que sim.
A enfermeira sorriu com a careta que a menina fez e olhou para o relógio.
Pode ir. — anunciou e Demetria iluminou-se.
Deu meia volta, e saiu.
Ela iria ao encontro do seu pôr do sol.


Por maior que seja a curiosidade da garota, nada perguntou sobre o menino. Para ela, ninguém devia saber, e nem deveriam. Qual seria a doença do menino? O que o levou ali? Inúmeras perguntas ela tinha, mas nenhuma era: ‘’Qual o nome dele?’’. Ela chegou à conclusão de que não precisava saber disso. Ela não era tão fútil assim, achava ela. Saber o nome dele nada adiantaria, só a iludiria, pois depois de um tempo concluiu que a primeira pergunta concreta em uma primeira conversa entre desconhecidos é: ‘’Qual seu nome?’’ E no fim, acabavam sem assunto! Ela também não perguntaria: ‘’Tudo bem?’’ Isso só iludiria os dois! E a resposta sincera seria negativa. Eles estão em uma clínica de reabilitação. Perguntar isso era o eufemismo da vida deles! Chegava a ser uma ofensa!
Chegando ao lugar de sempre, a menina olhou ao redor e nada achou. Suspirou e sentou-se na grama rala. Mas dessa vez, não tocou as mãos na mesma. Não iria pensar no mecanismo da grama, não queria pensar nisso! Não agora. Colocou os cabelos por trás da orelha e coçou os olhos.
¾ Eu não sou louco. Eu não sou louco. Eu não sou louco. Eu não sou louco. ¾ ouviu uma voz de menino repetir. Mas a voz não se aproximava e muito menos se distanciava. Ela ficava ali... Parada. Repetindo baixinho, pedindo para ser ouvida.
Olhou por cima do ombro e nada viu. Franziu o cenho em confusão e levantou-se. Decidira explorar o já conhecido.
¾ Eu não sou louco. Eu não sou louco. ¾ repetia a voz.
E por um momento, Demetria desejou estar calçada e não ter que pensar nas gramas se enrolando e se esvaindo entre seus dedos dos pés.
Arregalou os olhos ao ver o mesmo menino de ontem, com suas mãos enfaixadas pressionando os próprios ouvidos e repetindo as mesmas palavras.
¾ Eu não sou louco. Eu não sou louco. Eu não sou louco. ¾ repetia ele enquanto movia-se como podia de frente para trás, sentado na grama.
E como um estalo, Lovato correu dali.
E nesse dia ela não viu o pôr do sol.
Ela já tinha um ocorrendo dentro dela.  
Continua...
Bu! Demorei mas cheguei! E vai ser do mesmo jeito com o Joe ;) 
Gente, não se preocupa, ainda é Jemi, mas vamos com calma, ok? Ainda tem muito a contar, ainda estamos no início! Vai entrar mais gente, e vai ser mó vucuvucu hehe Vocês nem imaginam haha! Vai ser babado! (~vergonha de mim~) 
Enfim, vai passar rapidinho e vocês nem vão perceber ;) 
E, percebi que minha chantagem pelos 5 comentários funcionou hehe 
Brigadão gente! Mais 5?
Beijão gatos e gatas seduzentes ;* 
P.S: Acho que isso respondeu os comentários, não?! Obrigada por todos eles, amo vocês <3

Movimento involuntário.

     Espero-lhe como um movimento involuntário. Desejo-lhe bem mesmo eu não estando assim. Mas ao mesmo tempo, lhe desejo mal. Não; não saia de perto de mim. Seu lugar é perto de mim! Eu preciso de você para ter algo á que observar. Para ter algo a que amar. Não; não quero saber seus motivos. Pois se eu souber, eu sei que irei mudar de ideia. Eu verei que você também precisa de você. Você precisa se achar para depois me dar. Mas você precisa de um tempo. E eu sinto que já perdi tempo demais. Eu sinto que estou lhe perdendo. Eu sinto que o tempo lhe roubou de mim; assim como você roubou meu coração.
Como um assalto. Um furto com seus olhos. Seu jeitinho. Seus braços. Você! Você roubou meu coração e agora está longe. Foi embora e levou-o junto. Deixou-me aqui: vendo-lhe partir e olhando para o tempo. Olhando para o vilão de tudo isso. O tempo. Mas mesmo não sentindo mais nada dentro de mim, não consigo me livrar de você; não consigo lhe deixar partir mesmo você tendo ido embora. Por que como um movimento involuntário, eu amei você.
Agora, acho que amo um fantasma. Pois você se foi, mas ficou comigo como um fantasma que vez ou outra me assusta; fazendo-me vacilar e pensar no que deveria ter feito antes, por que assim não perderíamos tanto tempo e você estaria aqui comigo. Ou ao menos eu teria algo á que lembrar sem me assustar em pensar que isso nunca vai acontecer. E agora, eu peço para o seu fantasma: ‘’Por favor, volte para mim e não ache o que estava procurando. ’’ Mas como um efeito colateral, logo depois eu penso: ‘’Mas ele foi embora para tentar se achar!’’ Então fico sem nada pedir. Observo você no fundo da minha mente e rolo na cama, colocando a culpa em quem teve paciência comigo e na minha falta de coragem de falar com você antes. O tempo. E será somente ele que poderá resolver toda essa bagunça. Todo esse amor. Por que como um  movimento involuntário, eu te espero.

Minhas Lembranças.


Durante minha vida toda, procurei não sentir nada; eu já sentir muito, eu já me machuquei muito. Mas ai vem você; com seus cabelos que enrolaram meu coração. Com seus olhos que iluminaram minha alma. Com seu coração que acordou o meu. Com seu sorriso que me obrigou a olha-lo. Olhar minha destruição.
Você me enfeitiçou e me fez construir-me para logo depois derrubar-me. Até hoje me pergunto: ‘’Por que fez isso?’’ Só não pergunto para você porque você não está mais aqui. Você se foi e me deixou aqui, quebrado, cansado demais para me construir novamente. Você me deixou aqui... Vendo-a partir. Vendo-a me destruir.
Abro os olhos e acordo para outro pesadelo. Não deveria ser assim. Eu já tinha me camuflado e você me achou, me fez sentir novamente. Na minha cama, ouvi uma discórdia acontecendo em casa. Mas era só minhas lembranças... Assim como você.



4 de nov. de 2013

A Esquizofrênica. - Capítulo 6

Meu acordo.

O sol se foi, e Demetria voltou para o quarto exausta. Desejava um bom banho e ler um bom livro antes de ir dormir, já que não havia muito que fazer a não ser isso. Ela também desejava alguém para conversar, mas apenas o desejo de tomar banho se concretizou.
Selena auxiliou-a no banho e esperou a garota no quarto.
O banheiro ficava no quarto, era branco assim como todo o resto, somente a ducha e o box que se sobressaltava já que os mesmos eram de cor preta. Antes do box, o vaso sanitário, a pia e um armário que armazenava apenas o necessário; todos brancos. Sem espelhos.
Lovato fechou a porta e suspirou. Despiu-se rapidamente, jogando a roupa na pia e abrindo o box logo após. Ligou a ducha e deixou a água cair, levantando seus pelos em um frio gostoso. ‘’É bom se arrepiar.‘’ a garota concluiu, dando um passo e se molhando rapidamente. Isso ela podia sentir, e é bastante reconfortante poder fazer tal coisa; pois sentir é a única coisa que você pode fazer sem ser julgado.
— Tenho que ver seu corpo. — a enfermeira falou, repudiando-se por ter que fazer isso com a garota. Mas estava nas regras...
Certificar se a(o) paciente não se machucou durante o banho.
Sim; isso já ocorrera com Demetria; mas era ridícula a falta de confiança com a menina! Dank revirou os olhos e levantou a bata, se mostrando apenas de calcinha e sutiã pretos. Sua pele branca fazia um contraste lindo com as roupas intimas de cor preta. A menina tinha um corpo e estatura normal para uma menina de dezesseis anos; exceto pelas marcas de cortes que riscavam suas coxas, antebraços e arranhões pela barriga e colo. Seus cabelos negros caiam pelos seus ombros e a enfermeira teve que elevar os braços para afasta-los e certificar que seus ombros não estavam calejados. Não estavam, logo Gomez sorriu.
A menina, entediada por ter que fazer isso sempre, e com vergonha por ter que passar por isso; abaixou a bata, porem continuou a frente da maior.
— Está tudo certo. — anunciou. — Fico feliz por não ter se machucado.
Demetria, com seus olhos impassíveis, olhou para o lado e avistou um pequeno gato. Inclinou o rosto e andou em direção ao mesmo.
A enfermeira de cabelos acobreados arregalou os olhos ao ver a menina ficar de joelhos olhando para o nada. Mas para Lovato, ela estava olhando para um gato de pelo branco e olhos negros. Era tão real!
— Demetria? — a enfermeira chamou.
Quando a menina olhou para ela, Gomez sobressaltou-se ao ver que sua expressão era de pura admiração. Mas não admiração por ela... E sim por um dos sintomas da doença.
A enfermeira respirou fundo e olhou para o relógio; faltava poucos minutos para os próximos remédios da menina. Mas sua ansiedade era tanta, que perguntou a garota o que ela via ali.
— Você não vê? — a menina perguntou desolada, ainda ajoelhada. — É um gato lindo!
Selena sabia que não podia contrariar Lovato, e muito menos dizer que o bichano que ela via era apenas um efeito colateral. Sua admiração pelo gato era tanta ilusão quanto o animal que ela crer ver. Não! Gomez não iria destruir e dissolver em pó a única expressão bonita no rosto da garota.
— Claro que vejo! — mentiu. — Quer dizer... Qual o nome dele? — caminhou até a menina, colocando a mão sobre o ombro da mesma que olhava para o gato impassível.
— Não sei. — a menina quase choramingou. Quase.
O gato ronronou.
— Que tal: Felipe? — a enfermeira riu, se ajoelhando ao lado da menina. A menina pareceu ler sua alma ao olhar para ela.
— Não sei. — Demetria levantou-se e voltou a olhar para o gato que parecia querer ir embora.
Selena segurou na mão da menina e levou-a até a cama.
— Então que nome você quer colocar nele? — perguntou animada, sentando-se na cama ao lado da garota pensativa.
— Grama. — falou olhando para a mulher ao seu lado depois que o gato pareceu ir embora.
A mulher gargalhou e Lovato estranhou.
— Por quê?
— Por que ele foi embora. — lamentou, brincando com as pontas dos dedos que não estavam enfaixados. — Ele se enlaçou e depois foi embora. — murmurou, tão baixo que quase Selena não pôde ouvi-la. Quase.
A enfermeira ficou pensando no que a menina falou, mas seus pensamentos foram puxados pelo bi-Pi que seu relógio emitiu.
Remédios da Luci.
Olhou para a menina deitada na cama olhando para o teto e saiu pela porta ainda pensando.
Afinal, o que ela quis dizer com aquilo?
Mas decidiu não perguntar nada. Tinha medo da garota se estressar com ela. E logo agora que ela estava começando a... A... Não. Melhor não.
Buscou os remédios que já estavam postos em uma bandeja endereçada a Demetria Lovato e voltou para o quarto, encontrando a menina ainda deitada, mas dessa vez, olhando para as mãos enfaixadas.
— Seus remédios.
Mas dessa vez, não ouve resistência da parte da menina de cabelos pretos. Muito pelo contrário. Ela estava tão quieta que dava medo! E seu silêncio ensurdecia!
Depois de tomar os remédios, a menina continuou a observar as mãos enfaixadas e ignorou o olhar da enfermeira sobre si.
Gomez se sentiu incomodada. Sentou na beirada da cama da menina e olhou em seus olhos.
— A incomoda?
— As ataduras? — Demetria perguntou, com as mãos ainda perto do rosto, mas com os olhos na enfermeira.
— Sim.
— Tudo está me incomodando ultimamente. — revelou.
Selena se acomodou mais ainda.
— Mas não devia. — bateu de leve na perna da menina, como uma mãe que dá conselhos para a filha. — Olha, Demetria. Sei que nós nos conhecemos há pouco tempo, mas eu não estou nem ai para isso e nem para o fato de que você é esquizofrênica. — soprou. — Somos somente eu e você, ok? Não quero que você seja distante comigo só por que sou uma completa estranha para você. Eu não serei distante com você só por que você é estranha. — riu, e quase pôde ver a sombra de um sorriso nos lábios retos da garota. Quase. — Já falei que gosto de pessoas estranhas? — arqueou uma sobrancelha.
— Eu também gosto de pessoas estranhas. — murmurou.
Gomez sorriu.
— Vamos fazer um acordo?
— Que acordo? — perguntou com os olhos pretos arregalados.
A enfermeira pegou as mãos da garota e colocou em seu colo.
— Seja minha amiga e me deixe ser a sua. — pediu, olhando para as mãos atadas da garota. Ela parecia tão... Inofensiva. Isso a fez sorrir.
— Por quê?
Por que eu gosto de gente estranha.
Demetria sentou-se na cama, mas permaneceu com as mãos no colo de Selena.
— Mas você tem que confiar em mim e me fazer ter certeza que posso confiar em você. — elevou os olhos para encarar o rosto da esquizofrênica que a observava.
Lovato ficou em silêncio.
— Sabe, Demetria. Eu desejo poder desamarrar essas ataduras de suas mãos. — confessou. A garota podia voltar atrás se o silêncio se prolongasse. Ela estava cedendo! — Mas por hora, não posso.
O silêncio voltou.
Não seja uma grama. — pediu de relance. A maior estranhou. — Não seja uma grama. — deitou-se novamente.
— O que?
— Não seja uma grama. — esclareceu. — As gramas costumam se enlaçar nas pessoas e depois se esvair. Não seja uma grama.
A mulher de cabelos cor de cobre entreabriu a boca, mas logo depois fechou. Agora ela havia entendido.
— Eu ju... — a menina a interrompeu.
— Não; não jure.
Selena enrubesceu.
— O.k. 
Esse será o nosso acordo. Não ser uma grama.
Demetria olhou nos olhos da mulher e assentiu. Por hora, esse era o seu sorriso. E Selena percebeu isso.
A menina deitada, como um ritual: encaixou os antebraços nos ‘’apoios’’ que há nas laterais da cama e a enfermeira, com muita lentidão, amarrou os antebraços da menina. Ambas suspiraram. Mas a diferença, é que Gomez estava com os olhos marejados, e a garota com os olhos petrificados no teto, esperando o sono chegar. 
Continua...
Oi gente! Passando aqui para dar uma leve postada hehe E avisar que eu só postarei o próximo post com no mínimo 5 comentários. Essa é minha condição para continuar a postar. Agradeço muito a quem está comentando, e só estou postando agora por causa disso. Sei que dei uma longa parada, antes de voltar a postar, e também sei que a culpa é minha, porém eu vou voltar a divulgar, e, peço ajuda. Se quiserem e poderem ajudar, peço que copie o link do site e comentem em outros blogs pedindo divulgação, e, quem tiver um blog ou algo do tipo, pode me divulgar? Se quiser podemos trocar divulgações ;)
Sempre tento ajudar vocês no que posso, agora peço a vocês. Me ajudem?
Agradeço desde já ;)
E, agradeço todo apoio e elogio que estou recebendo, sem vocês (e a Deus, em primeiro lugar!) isso não iria para frente ;) 
Beijos gatos e gatas seduzentes ;* 

2 de nov. de 2013

Resenha: Veronica Decide Morrer.

                                      

Autor: Paulo Coelho
Editora: Sextante.

     ''Veronica Decide Morrer'' é uma obra maravilhosa que realmente me surpreendeu e me fez pensar no quão sortuda eu sou... E depois falar:

                                    

''Que merda eu estou fazendo da minha vida?'' 

                                   

     E depois essa foi minha reação para minha pergunta interna:

                                   

      Mas vergonhas a parte, eu amei o livro.
     Paulo Coelho é um ótimo escritor, a linguagem do livro é fácil, rápida, sem muito exagero e isso faz a leitura fluir com facilidade, e obviamente contribui bastante para que o livro seja traduzido em diversas línguas e o leitor de outros países não ''estranhe'' quando for efetuar a leitura.
     E mais, o autor é brasileiro!

                                         

     Lógico que eu sabia disso quando eu fui comprar, que aliás, eu comprei pelo submarino em uma promoção que teve de 3 livros por 30 reais. E N-Ã-O! Eu NÃO estou fazendo propaganda e muto menos ganhando dinheiro para isso (infelizmente), estou apenas informando da promoção que teve e eu nada besta aproveitei. E, caso vocês queiram, eu posso ficar avisando/informando para vocês caso tenha outra. É, certo; vou falar com o submarino sobre isso. HAHAHA. Então, se quiserem, comentem. Assim vocês ficam por dentro sobre as promoções tanto no submarino quanto nas livrarias e etc... Ok?
    Continuando. O livro chegou (avá), e eu dei a louca. HAHA (avá)
     Mas super normal, né?!

                                       

                                       

                                       

     O primeiro livro que eu li, já que chegou 3, foi o do Paulo Coelho. Não só por que ele era um escritor brasileiro e eu nunca li nenhum livro dele antes, mas também por que a sinopse do livro me pegou de jeito.
Deem uma lida e vejam se não ficam com vontade de ler:

''Quando conseguiu quase tudo o que desejava na vida, chegou à conclusão de que a sua existência não tinha sentido, porque todos os dias eram iguais. E decidira morrer.''

''Aos 24 anos, a eslovena Veronica parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.
Só que ela acorda no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias e vida, e isso lhe desperta emoções até então desconhecidas.''

     Quando eu li esse mini resumo eu fiquei tipo:


''Eu tenho que ler.'' 


      E por mais que seja só isso, no começo, o fato dela pronto, ter decidido morrer, não é só isso e depois ir para um sanatório. Tem reviravoltas, inúmeras delas! O fato de surgir um romance dai nem me chocou tanto, já que para mim todos os livros sempre tem um tipo de romance; mas de como surgiu, arrebatou meu coração. (E olha que eu não gosto de romance) O Paulo Coelho faz as coisas surgirem. Primeiro ele só colocou um personagem ali, quetinho(literalmente haha), fez ele parecer um figurante; e depois. BUM! Ele já está ali, lhe esperando no final, como um personagem super significativo.
Ai você fica tipo:

''Oh meu Deus, é você Edward?''

    Siiiiiiiiiim, Edward! Um Esquizofrênico super misterioso, e consequentemente, apaixonante. 
     É impossível não se identificar com a estória de vida dos personagens que estão no hospício que aparecem no decorrer do livro. Que, por sinal, é inspirado em experiências próprias do Paulo Coelho. 
E ao saber que esse livro foi inspirado em experiências próprias, eu fiquei tipo:




     ''A loucura é a incapacidade de comunicar-se. Entre a loucura e a normalidade, que no fundo são a mesma coisa, existe um estado intermediário: chama-se ser diferente. E as pessoas estavam cada vez com mais medo de ser diferentes. No Japão, depois de ter pensado muito sobre a estática que acabara de ler, me veio a ideia de escrever um livro sobre a minha própria experiência. Escrevi 'Veronika Decide Morrer' na terceira pessoa, usando meu ego feminino, poque sabia que a minha experiência de internação não era o que interessava - mas sim os riscos de ser diferente, e o horrores de ser igual.'' -Paulo Coelho.




     O que eu falei? HAHÁ! I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L não se identificar. 
     Além de Edward e Veronika, existe Zedka, mulher que se tornará amiga de Veronika e lhe responderá a pergunta da mesma, ''O que é um louco?'' Que segundo ela é: ''Os loucos são quem vive em seu mundo.'' Que no caso, é fora de Villete. E no mesmo dia que ela respondeu isso, ela lhe contou a seguinte estoria:

     ''Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, colocou uma poção mágica no poço onde bebiam todos os seus habitantes. Quem tomasse aquela água ficaria louco. Na manhã seguinte, a população inteira bebeu e todos enlouqueceram, menos o rei, que tinha um poço só para si e sua família, onde o feiticeiro não conseguira entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população, baixando uma série de medidas de segurança e saúde publica: mas os policiais e inspetores haviam bebido a água envenenada e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não respeita-las de jeito nenhum. Quando os habitantes daquele reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera e agora estava escrevendo coisas sem sentido. Aos gritos, foram ao castelo e exigiram que renunciasse. Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo: 'Vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim ficaremos iguais a eles.' E assim foi feito. O rei e a rainha beberam a água da loucura e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súditos se arrependeram: agora que o rei estava mostrando tanta sabedoria, por que não mante-lo no trono?. O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente de seus vizinhos. E o rei pôde governar até o fim de seus dias.'' 

     Sim, Zedka têm sua estória, e um porque para ela estar em Villete(o nome do sanatório). Mas eu vou deixar para que ela mesma conte.
    Mas o que eu quero ressaltar, é que não foi Zedka que ''inventou'' essa estória do ''Poço da loucura'', e sim o Dr. Igor, o psiquiatra, no qual o esquema do figurante que eu falei anteriormente se enquadra muito bem nele ;) #FicaDica HAHAHA
     Enfim. Veronika recebe a notícia que durará apenas mais 5 ou 6 dias e ela quer encurtar esse tempo. Então ela pede ajuda a Zedka que indica um grupo chamada ''A Fraternidade'', no qual sua ''líder'' é Mary; uma mulher de cabelos brancos que como qualquer outro personagem terá sua estória contada em algum momento. Mas o porém, é que essa tal de Mary, assim como qualquer outro louco, não é obrigado a ser gentil ou derivado com quem quer que seja, muito menos uma estranha, suicida que é Veronika. E sim, a tentativa de suicídio da mesma é bastante conhecido, e também motivo de piada. E, a notícia que a principal vai morrer em poucos dias também é muito falado. Uma coisa que os loucos dão valor, e talvez a única coisa, é a vida. Então, ao saber isso, dá para se tirar umas coisinhas ao relacionar isso com Veronika HAHA.
     Logo, termino dizendo que esse livro é ótimo. Como será que termina a estória de Veronika? E o ''romance''? Qual a estória dos outros personagens? Veronika consegui morrer no final? AAAAAAH! Muitas perguntas, e a resolução delas é ler o livro. E no final a gente faz a seguinte pergunta:
O que estou fazendo da minha vida?

     Super recomendo esse livro ;) 
     Essa foi a resenha! avá  O que acharam? Por favor, comentem, eu quero muito saber a opinião de vocês. E, pretendo fazer mais resenhas, o que acham? Espero que gostem da ideia.
     É isso, vou acabar por aqui por que já falei demais nesse post. E, com o incentivo super delicado da Lycia Evely, eu vou escrever mais capítulos de A Esquizofrênica, e posto mais um capítulo hoje ;) O que acham? Comentem abaixo. Sou movida a comentários :) E, eu responderei os mesmos desse post, portanto façam perguntas se quiserem, sintam-se avontade para conversar comigo :D
     Beijos gatas e gatos seduzentes ;*