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2 de abr. de 2014

A Esquizofrênica - Capítulo 39.

Minha hora.

Quando Demetria acordou no dia seguinte, Selena estava deitada no sofá digitando no celular e sorrindo.
Gale.
Logo a garota soube que se tratava de seu pai, e sorriu.
— Hum. — sentou-se na cama. — Como está meu pai? — seu sorriso malicioso enquanto se espreguiçava não entrou na visão da enfermeira. Ela nem olhava! O celular tinha toda sua atenção, ou melhor, seu pai tinha toda sua atenção.
— No trabalho. Ele está bem. — soltou, inerte. — Oh. — agora sim.
A menina explodiu em uma risada ao notar as covinhas evidentes no rosto da enfermeira, corada.
— Dem... — foi cortada pela voz sonolenta e divertida da menina.
— Pare com isso, ok? Eu gosto. — a menina sorriu. — Gosto de te ver feliz e meu pai também. Gosto de ver vocês dois felizes; juntos. — assinalou.
Gomez levantou-se do sofá deixando seu celular lá, e abraçou a garota, acariciando seus cabelos.
— Gosto de lhe ver assim. —a voz da enfermeira falhou, com lágrimas nos olhos, se segurando para não chorar. — Feliz, sorrindo, rindo, ou o que quer que seja. — riu nervosa, se engasgando com suas próprias lágrimas.
Orgulho.
Era isso que ela sentia.
Viva.
Era assim que Demetria se sentia.

Depois de comer algo, a menina rumou para o jardim, passando pelo pátio ainda cheio de gente com tanta convicção em seus pés quanto a certeza de estar viva, de respirar e expirar.
Tentou não pensar no que as pessoas pensavam ao lhe ver praticamente correndo igual uma doida a caminho do jardim. Afinal, quem seriam eles para julgar alguém parecendo um louco?
A garota não saberia o que eles estavam pensando. Ela não sabia nem o que ela mesma estava pensando!
Rompeu pela porta do jardim ofegando.
Céus, só agora ela percebeu o quanto era sedentária! Mas seu corpo não dizia isso fisicamente.
Ela estava animada e ultrajada por ver tantas pessoas aglomeradas naquele bendito jardim. Mas não queria entrar na roda. Rumou para longe das pessoas, e alcançou um lugar distanciado, quase perto do alojamento dos enfermeiros da clinica. Quase. Mas perto o suficiente de uma menina que estava encostada no tronco de uma árvore, os cabelos vermelhos estavam mais vivos, combinando com o sangue que andava por sua pele.
Oh!
Lovato paralisou.
A menina não gemia, ou gritava, sua expressão era vazia ao se arranhar, assim como seu corpo e cordas vocais. Sua coxa direita sangrava, sujando a grama com suas lágrimas vermelhas. Suas lágrimas de sangue.
O corpo também chora.
E agora, o choro da menina não existia, eram somente lágrimas, lágrimas essas que estão sujando a grama. Lágrimas de sangue.
A garota de cabelos pretos olhou para o braço da menina, para a mão, e não encontrou nada. Seus olhos regressaram para o pulso da menina, acariciando o local com seus olhos negros, e a menina pareceu sentir. Virou o rosto vazio para a esquizofrênica, e agora sim, ela gemeu rancorosamente em choro, se desmanchando em lágrimas.
Seu chamado de socorro.
Demetria reconheceu aquela garota.
Era a mesma do refeitório, que acenava para si enquanto sorria. Parecia tão feliz...
Um sorriso pode esconder tantas dores.
Seus joelhos arderam ao ralar na grama, como se a mesma não quisesse ela lá, a quisessem afastar.
Ela sentou-se em cima de seus calcanhares, no lado esquerdo da menina, e deixou sua mão direita pousar em cima da mão daquela menina, a mesma por sua vez, estava com as unhas de sua mão direita cravadas em sua coxa ensanguentada.
Seus olhos se comunicavam, mas a esquizofrênica nada falava, só deixava sua mão lá, agora parando a mão da menina que antes arranhava sua coxa, realizando acordes, tocando a música de sua dor. Ambas as mãos descansaram em cima do sangue quente.
 Ela deixou a menina chorar, enquanto seus olhos impassíveis não vacilavam ao encarar sua dor em seus olhos.
— Obrigada. — ouviu os lábios cansados da menina sussurrar.
— Obrigada pelo quê? — sua voz era dura, não repreensiva, mas tensa pelo que tinha em mãos.
— Por me fazer chorar. — ela ainda soluçava em choro.
Lovato não soube o que pensar, ou melhor, soube, mas não soube o que falar.
De nada...?
— Eu estava explodindo. — soluço. — E ninguém notava. — outro soluço, pendendo a cabeça para o outro lado como um peso morto. — Eu queria que percebessem. — tossiu. — Muito. Eu precisava. — outra tosse. Ela engasgou com suas próprias lágrimas. — E não é para chamar atenção dos outros. Você a cima de tudo sabe. — voltou a olhar para a esquizofrênica. — É para chamar a própria atenção. — fungou. — É para saber que você está viva, quando todos acham que você está morta. — outro acesso de choro. — Quando até você mesma começa a achar isso.
Ela definiu Demetria naquele momento. E agora, ela soube colocar em palavras sua própria verdade.
Ela não devia explicações para a esquizofrênica. Ela sabia disso. Mas a explicação da ruiva não era para a esquizofrênica, era para si mesma. Ela se devia uma explicação. E agora, colocando isso em palavras, parecia ridículo.
— Isso parece ridículo. — soltou uma tosse risonha, tirando a mão ensanguentada de baixo da mão da morena, e limpando os olhos com o antebraço — Mas eu só precisava saber que eu estava viva.
A menina depositou a mão suja de sangue em cima da de Lovato que continuava em sua poça de sangue. Sorriu.
— Ontem, quando eu olhei para você, eu vi que as pessoas estão enganadas. — Oh! — Todos viam você como uma pessoa com a humanidade morta. Uma pessoa morta, mais do que todos por aqui. Um exemplo para não ser seguido, se não acabariam como você. — sorriu. — E por um momento, eu quis isso.
Demetria tossiu, tirando os cabelos pretos dos olhos com o antebraço, já que a mão estava suja de sangue.
— Não sou um bom exemplo a ser seguido. — riu.
— Quem é? — a ruiva continuou, rindo. — Mas você provou que todos estavam enganados, Demetria. — ela queria a convencer. — Você é melhor que isso tudo.
Lovato expirou profundamente.
— Vocês tem que parar de dizer isso.
— Vocês quem? — a ruiva perguntou, olhando para coxa e empurrando o excesso de sangue que lá estava descansando para a grama.
A esquizofrênica não respondeu.
Joseph.
— Ninguém. — tragou a saliva como sua dose de mentira.
— Essa é a sua verdade? — seus olhos eram uma metamorfose de cores.
— Não. — apoiou a mão suja de sangue nas gramas, e se levantou.
A menina a imitou, fazendo uma careta de dor ao apoiar a perna ferida no chão.
— Agora você se senti viva? — Lovato perguntou para a ruiva.
Por que ela queria ataca-la com essa pergunta?
— Não. —soprou a mexa vermelha de cabelo de seu rosto. — Agora eu sei que estou.
A ruiva não falou mais nada, seus olhos marejaram ao responder a pergunta da garota, e de lá ela rumou para a entrada do jardim.
Bem, ela tentou.
Demetria observou ela dar quatro passos mancando, e cair de joelhos no chão na tentativa do quinto.
Seus cabelos castanhos escuríssimos, praticamente pretos, beijaram o vento ao correr para ajudar a menina.
A ruiva tentou se esquivar, ela não queria ajuda. Mas ela precisava.
O corte foi fundo, e ela não conseguia apoiar o lado direito no chão; então Lovato a abraçou de lado e a segurou pelas costelas, forte, a levantando do chão e a puxando para si, ajudando-a a andar.
— E você? — depois de uns passos, a ruiva perguntou. — Você se senti viva? — observou o perfil da esquizofrênica enquanto a mesma a ajudava a andar.
— Não. Mas eu sei que estou. — ela não foi dura, não pareceu rígida e nem com raiva. Ela só respondeu, enquanto a puxava mais para si enquanto andava.
— E o que faz você se sentir viva? — tentou facilitar jogando a perna direita para frente enquanto pulava com a esquerda.
— Antes, me machucar. — puxou uma longa respiração. A caminhada não era longa, mas não era muito perto. — Agora, eu apenas sei. — passou o antebraço do braço livre pela coxa da menina que ainda jorrava sangue. — Os cortes pelo meu corpo já são suficientes para eu saber que se sentir viva dói; mas viver... Viver é outra coisa. — arfou. Depois de um tempo, a menina começou a pesar. — É o que eu estou fazendo agora.
Elas estavam chegando na porta de entrada, as pessoas começavam a olhar e fofocar, e por um instante a ruiva se sentiu como Demetria, e ela desejou sumir.
Até ajudar o outro é motivo de desgosto.
— Me ajudar lhe faz viver? — riu descrente.
Lovato parou de caminhar, e consequentemente a menina. Elas se encararam, então a esquizofrênica falou:
— Não. — continuou... — Fazer o que eu quero, e não o que os outros desejam, me faz viver. Saber o certo, enquanto os outros pensam o errado, me faz viver. Não perder meu tempo querendo viver, me faz viver. Por que desde quando eu sair do ventre da minha mãe eu estou vivendo, mas às vezes eu me esqueço disso, e outras vezes, as pessoas me fazem esquecer.
A ruiva tragou sua saliva a seco, e então gemeu em força, dando impulso para frente e se apoiando em Lovato.
Isso era tudo.

Demetria empurrou a porta com um braço, e com o outro puxou a garota para frente para que ela pudesse entrar no pátio.
Brutamontes vestidos de azul brotaram do chão e tiraram a esquizofrênica de perto da menina, dando suporte para a mesma; mas a ruiva firmou-se no canto e falou:
— Meu nome é Melissa, mas pode me chamar de Mel. — ela esperava uma resposta da esquizofrênica.
A mesma pensou se algum dia a chamaria de Mel...
Então ela apenas acenou afirmativamente com a cabeça, mas ambas souberam que aquilo não era uma apresentação ou uma introdução, mas sim uma despedida, uma conclusão.
Os paramédicos a levaram para longe, e uma sirene tocou. Uma onda de pessoas saíram do jardim e se espalharam pelo pátio.
Agora era a hora da esquizofrênica.
Continua...
     Sei, sou muito lesada! Era para eu ter postado segunda! Mas não deu certo por que eu estava tão, tão ocupada e preocupada! Que eu nem... Enfim! 
     No texto que eu postei antes desse post, é da minha autoria, lógico! Mas não foi um pedido, é para mim. Eu escrevi tentando... Sei lá, aliviar a tensão, expor meus problemas para eu mesma, e normalmente eu não posto os textos que eu faço para mim aqui. Mas esse eu postei, eu escrevi ontem, e eu achei que vocês deviam entender um pouco do que e por que eu estou tão avoada esse tempo. O nome do texto se chama ''Meu Balançador'' ;)
     Até sexta-feira! E, ah, eu tenho uns vídeos aqui que eu gravei do quanto eu posso ser idiota no meu dia a dia kkkkkkk Se quiserem que eu poste, eu posto ainda hoje, ou sai amanha de manha :) Ai eu posto aqui KKKKK Eu aviso lá na página do facebook ;) E no meu twitter também, que agora estou voltando a usar já que antes estava abandonado :) Então é isso.
Beijos gatas e gatos seduzentes ;*

Meu Balançador.

Às vezes eu me pego fazendo coisas que eu não sei se vão dar certo. Quer dizer... O que é isso? Medo? Insegurança? Acho que é tudo a mesma coisa... É pecado admitir que estou insegura? Com medo de mim mesma, e do que eu posso fazer? Sim, eu posso me fazer muito mal, e agora eu estou aterrorizada com o fato de que eu posso tropeçar e cair, então eu prefiro continuar sentada, sem nada para fazer, esperando alguém vir me resgatar e me ensinar a andar.
Cresci e percebi que é ruim quando suas fraquezas estão expostas... Mas é isso que eu faço, não? Exponho as fraquezas das pessoas, e lhes deixo as consertar. Mas quem irá mostrar minhas fraquezas? Eu quero consertar! Eu só não sei o que... E por isso estou aqui, sentada, esperando alguém vir e me mostrar o que devo fazer, qual deve ser meu próximo passo.
Mas só estou tão aterrorizada com isso dentro de mim! Estou sentada com minhas mãos espalmadas em meus ouvidos, balançando para frente e para trás... Para frente e para trás... E eu estou bem na beira de um precipício. Não sei se quero que alguém me empurre, ou me puxe; estou pendendo e balançando na beira como uma criança em um balançador. Oh! Essa era eu... Mas agora o balançador parou, e eu acho que estou esperando alguém vir me empurrar novamente.
Mas eu sei que ninguém vem. Eu estou com medo de ter que deixar meu balançador como o resto das crianças e voltar para casa. Eu aperto minhas mãos em punho em minhas orelhas só em pensar em voltar para casa. Eu não quero ouvir. Eu não quero ver. Eu não quero sentir. Eu não quero cair! Mas eu sei que ninguém irá vir e empurrar meu balanço; então eu apenas jogo meu corpo para frente, e eu estou caindo do penhasco, esperando alguém me segurar. Mas eu sei que ninguém irá, então eu apenas fecho os olhos e aproveito a queda, esperando em fim, cair em mim.

30 de mar. de 2014

Resenha: A culpa é das estrelas. (Por que eu estou fazendo isso? o.O)

Antes de começar, eu só quero deixar claro umas três coisinhas:
Primeiro: Só estou fazendo a resenha desse livro por que eu aproveitei, pois já estava fazendo um resumo sobre esse livro.
Segundo: Eu só estou fazendo a resenha desse livro em questão, por que minha amiga pediu um favor e eu aproveitei para fazer isso, ou seja, se eu fosse para fazer uma resenha, não seria desse livro '='
Terceiro: Por que você clicou nesse post? o.O Isso é tão previsível! Esse livro é! E a resenha dele... Não, nem vou falar -.-'
Comecemos...:
Ah, ia esquecendo de falar:

Primeiramente, eu só comprei o livro por causa do comentário do Markus Suzak(meu autor favorito) sobre o livro que tem na capa.
Falo mermo u.u

                               

#


Autor: John Green
Editora: Intrínseca

     O livro conta a história de Hazel, a personagem principal, que convive com seu inseparável cilindro de ar comprimido, e que tem câncer de tireóide, com metástase nos pulmões, mas que está relativamente controlada.

                                           
Escrevi muito rápido? kkkkk

     Hazel frequenta um grupo de apoio, e em uma de suas idas para lá, ela encontra Augustus Waters, que por sua vez, teve um câncer no osso e precisou amputar a perna, e na sua primeira declaração deixou claro que só estava na reunião do grupo de apoio por causa de seu amigo Isaac e que tem medo de ser esquecido. 

                                           
É meus amigos e amigas... Quem nunca?

     Esse seu medo foi comentado por Hazel, alegando que um dia todos iriamos ser esquecidos; e particularmente, comentários como esses são os pontos mais altos do livro. Pensamentos monótonos,  palavras vagas, e diálogos curtos mas com longo significado; é isso que faz o livro valer a pena.

                                    

     Durante a leitura do livro, Augustus e Hazel firmaram uma grande amizade, ou pequena, dependendo do ponto de vista; julgando pelo ângulo de admiração que o livro nos deu, pode-se notar que ambos estavam conformados com seu destino e com sua doença. O que nos faz pensar sobre a trégua que o câncer deu na vida dos dois, e no como aquilo se tornou quase como uma sina na vida dos dois, pois depois de ler mais umas páginas, descobrimos três coisas: que o livro preferido da principal é ''Uma Aflição Imperial'', um livro no qual a principal tem câncer e que não tem um fim concreto escrito; em dois jovens apaixonados, e neles viajando atrás do autor desse livro atrás de saber qual seria o fim daquele livro.

                                 

Contém spoilers.

     Nota-se que a viagem os juntou mais ainda, e que nela eles descobriram coisas, principalmente Hazel, que quase no fim da viagem descobriu que o câncer anteriormente controlado de Augustus, o ascendeu como uma árvore de natal. E a partir dali, o fim mais que óbvio se concretizou. Augustus Waters morreu. E o ponto mais alto do livro aconteceu junto com esse. ''Alguns infinitos são maiores que outros.'' Hazel falou, vestida de preto, no funeral de seu amigo, confidente, amor, e salvador de sua vida invés da própria, que repousava ali, em um caixão, mentalmente sorrindo com um cigarro que nunca será acesso aprisionado entre os lábios, com sua metáfora na boca: ''Você coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de completar o serviço''. E finalmente ele se foi. Hazel vai para casa, e depois de dias ela recebe um email do escritor de seu livro favorito chamado Van Houten, se ''redimindo'' por ele ter sido tão rude quando eles o encontraram, e deixando a entender ali o por que do nome do livro ter sido ''A Culpa é das estrelas''. Por que, como Van Houten mesmo colocou: ''Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.''.







Fim :3

     Ok, esse não foi beeeeem o meu tipo irônico, sarcástico e divertido de resenha(por que, bem, eu gosto de fazer resenhas por causa que eu faço assim kkk). Por que não foi? Por que eu não queria sacanear muito com o trabalho da minha amiga KKKKKK E eu não fiz bem uma resenha( eu acho '-'), eu fiz um resumo(eu acho '-'), por que era para fazer isso(eu acho '-'). KKKKKK É isso sabe... Sou o tipo de amiga que azamiga aluga para fazer seus trabalhos e dar dicas(ou mais que isso kkkk) em redações. Mas eu não ligo, por que eu sou o tipo de amiga nerd que gosta de estudar :) Eu me orgulho disso :3 KKKK

OKEEEEEEEEEEEEEEEY!
Mais resenhas vem por ai, então... Falow!
Beijos gatas e gatos seduzentes ;*

29 de mar. de 2014

Nova Rotina! Importante.

     Hello! 

     Sim, pensei bastante, e eu percebi(e vocês, provavelmente), que aquela rotina não estava dando muito certo. 
     Eu fiz mais para me forçar a escrever, mas não está dando. Percebi que eu não devo me forçar, por que além disso ficar muito chato para mim, fica muito chato para vocês, por que nem sempre eu cumpro com a rotina, por que eu percebo que não teria condições se eu postasse 3 vezes na semana! Então, eu resolvi que seria muito bom de outro jeito, por que a nova fic que vou postar(que eu ainda nem sei qual é '-', se vai ser aquela mesmo que estou escrevendo...) terá capítulos grandes, por que eu não irei me forçar em ter quantidade, mas sim qualidade, entende? 
     Enfim, vamos a nova rotina...:

     Capítulo novo de história: Segunda-feira e Sexta-feira.
     Texto: Quarta-feira.
     Resenha: Domingo.

     Por que essa mudança? Por que eu quero trocar quantidade, por qualidade. ''A Esquizofrênica'' já está no fim, e eu estou tendo problemas em decidir qual será a próxima história que eu vou trazer para o site. Já que eu não quero dar um tempo para eu adiantar bem a próxima história, vou diminuir um pouco a quantidade de posts, e levar como qualidade para a próxima história que eu publicarei aqui. Preciso de calma para começar a escrever e formular bem a nova história. Estou falando muito ''nova história! hahaha!
     Essa nova rotina vai me dar tempo suficiente(espero eu) para escrever as coisas folgadamente e confortavelmente, e, organizar e colocar em prática meu novo projeto.
     Muitas vezes, com a antiga rotina, eu nem postava direito o programado! Mas nessa vai dar certo, eu tenho fé em Deus!
     É isso.
     Beijos gatas e gatos seduzentes ;* 
     Amanha tem resenha ;) Já colocarei em prática a nova rotina.

24 de mar. de 2014

A Esquizofrênica - Capítulo 38.


Destruição.

— Selena, não me enrole! — a ruiva exclamou no outro lado da linha.
A enfermeira mordeu o canto dos lábios, tentando tirar de lá uma resposta. Mas antes mesmo dela falar alguma coisa, um par de braços enrolou sua cintura e a puxou, fazendo-a chocar as costas em seu tronco, enquanto lábios grossos e macios variam seu pescoço.
— Eu juro por Deus que vou ai mesmo lhe estrangular, sua cachorra acobreada! — pronto, Mandy virou um bicho! E ao ter a ligação encerrada na sua cara, ela soube que ela viria.
Mas ela não conseguia raciocinar direito e pensar aonde iria se esconder da sua irmã, com Gale a distraindo com seus lábios.
— Pequena cachorra acobreada, hãn?! — ele brincou, estalando um beijo na orelha da mulher.
A mesma se encolheu toda em um arrepio, se virando para ele na intenção de beija-lo. Mas ao ver Demetria se aproximando atrás dele, se distanciou, corando.
Merda.
— Nem se incomodem, senhores. — ela fazia um coque frouxo enquanto se aproximava. — Vou para o meu quarto.
Antes que Lovato passasse pela porta e saísse do jardim, Gale a chamou.
— Ei, senhora. — chamou, e a menina se virou.
— Senhorita, por favor. — corrigiu, e seu pai riu, estendendo o braço.
Quando ela o pegou, ele a puxou, enrolando-a com um braço e beijando seu cabelo.
— O senhor tem que parar de se aproveitar da sua força e parar de puxar as pessoas. — a menina refletiu. Ele riu contra seu cabelo, e ela se encolheu em seu abraço.
— Agora pode ir. — falou, depois de cheirar seu cabelo e dar uma tapinha fraca em sua bunda, fazendo-a rir nasalado e colocar ambas as mãos no lugar em que ele bateu, protegendo enquanto andava e saia do jardim, passando pela porta do pátio e rumando para seu quarto.
Quando a porta se fechou, Gale levou seu olhar até a mulher a sua frente, a abraçando, cobrindo-a com seu corpo e seus beijos em seu ombro.
Quando nenhum sinal de vida ela deu, falou:
— Por favor, não fique assim. — levantou seu queixo, e trouxe seu olhar corado para si. — Ela entende, e aprova.
Selena entendia isso. Mas era estranho. Deveria ser!
— Parece tão fácil para você. — falou, olhando para ele, e revezando a atenção para seus lábios.
Gale puxou o canto do lábio para cima, em um sorriso galante.
— É por que é. — deu de ombros. — Agora deixe de besteira e me beije.
E assim foi feito.

Gomez e Fletcher aproveitaram o espaço de tempo que tinham juntos, abraçados, sem sair do lugar, apenas se beijando eventualmente entre a conversa que eles engatavam uma em cima da outra.
A enfermeira tinha a vaga impressão de assuntos importantes pendentes para serem falados, mas nada chegava a sua boca, por que nas vezes que o assunto se atrevia, Gale tomava a frente e ocupava a boca da mulher com a sua.
E foi em um desses beijos.
Em uma dessas interrupções.
Que Mandy e seu marido chegaram.
A ruiva abriu a boca, mas nada falou, não querendo interromper o momento raro a seu ver.
Por que era isso: raro. Selena com um ser humano do sexo masculino? Sua irmã fugia de testosterona como os mosquitos fogem do repelente!
Esse momento tão intimo de um homem com sua irmã, era raro aos olhos de Mandy.
E isso era errado, aos olhos de Matthew!
Sua menininha com um homem? Não podia ser!
Desde os 13 anos, fora criado com a família Gomez. Enquanto Mandy era quase da sua idade, Selena ainda era uma criança!
Ele via a menina como um ser assexuado.
Era para ser assim!
Ele era incapaz de imaginar aquela garotinha que corria para ele pedindo para brincar, enquanto ele conversava com Mandy, com outro homem que não seja ele ou Mark, o pai da menina.
Ele estava completamente boquiaberto ao ver a mulher beijando outro.
Então ele pigarreou, e com uma cotovelada a mando da mulher ao seu lado, forçou um sorriso ao notar pares de olhos lhe olhando surpreso.
— Matthew? — a pequena fera acobreada chocou-se. Sua saudade quase transbordou pelos olhos. — Aquele garoto branquinho que dava em cima da minha irmã e me ignorava totalmente quando eu pedia para ele brincar comigo?
Gale estava totalmente inerte, segurando-a pela cintura; mas ele também estava inerte a esse fato.
— Cadê aquela pequena ferinha que fugia de testosterona como o diabo foge da cruz? — alfinetou.
Oh!
O casal corou, e as mãos de Gale foram para seus bolsos enquanto fingia interesse nas árvores do outro lado do jardim.
Matt levou outra cotovelada.
A enfermeira correu para seus braços e abraçou seu corpo forte.
— Meu Deus, você não parece mais aquele garoto esquelético que roubou minha irmã de mim. — oh sim, ela também sabia alfinetar.
Mas ela se esqueceu que isso era uma ferida em seu peito, e que não cutocou somente Matt, mas ela também.
O trio composto pelas irmãs Gomez e pelo atual marido de uma delas, tiveram um passado juntos.
Mas não tiveram futuro.
O fato de Selena fugir de garotos tinha um por que, mas só ela sabia desse bendito motivo.
Depois que sua irmã e seu amigo começaram a namorar, com 16 anos, ela tinha 12 anos. Mesmo sem querer, ou sem perceber, depois que eles começaram a se relacionar, ou até mesmo antes disso, sua irmã foi se distanciando dela, junto com Matt. E ele ‘’roubou’’ não só sua irmã, mas sua infância e adolescência.
Ela virou uma mulher antes do tempo.
Responsabilidades eram jogadas em cima apenas dela.
Agora não eram duas...
Era apenas uma.
E o que Mandy não fazia direito, ela tinha que fazer. O que sua irmã nem queria fazer, ela tinha que fazer. O que Mandy estragava, ela levava a culpa e tinha que ir lá e consertar.
Uma menina de 12 anos virou uma de 29.
Sua irmã perdeu muito. E quando ela teve consciência disso, depois da morte de seus pais, fez o que os mesmo faziam antes de morrer: a culpava.
Por algo que nem era culpa dela. E que dessa vez, ela não tinha como consertar.
Mas diferente deles, ela nunca os culpou.
Mas igual a eles, se culpou.

— Selena... — foi o casal que falou agora.
Mas a mulher não queria mais falar sobre isso.
O que ela falaria?
Não se desculpem...?
Ela sabia o conceito e definição da palavra ‘’desculpar’’.
E por mais que ela não queira os culpar, não iria os impedir de fazer tal coisa.
Eles nunca a impediram.
— Esse é Gale Fletcher. — puxou o homem que se fingia de desentendido pela mão, e ele trajou um sorriso. — Ele é pai da Demetria, Mandy. — sorriu, e a mulher se lembrou, não sabendo o que pensar.
Gale sorriu orgulhoso.
— Quem é Demetria? — Matt perguntou, confuso.
— Depois lhe conto, amor. — e se virou para Gale, estendendo a mão.  — Eu sou Mandy, irmã da Selena. — Gale amplificou um sorriso, olhando para a mulher ao lado de rabo de olho enquanto resgatava a mão estendida de sua irmã e beijava as costas da mesma.
— Prazer em conhecê-la, Mandy. — a mesma estava da mesma cor do cabelo. Céus, que homem era aquele?
Ao olhar cúmplice para a irmã, Selena riu ao perceber a expressão da mesma.
— Gale Fletcher? — Matthew sabia ser cordialmente rígido. Gale sorriu prepotente, o cumprimentando com um aperto de mão.
Estava tendo um combate ali, e pelo olhar castanho de Matt, não se sabia ao certo o vencedor.
— Sou Matthew Horse, marido de Mandy e amigo de infância dessa pequena ferinha. — indicou a enfermeira com um olhar terno, abraçando Mandy pela cintura e enfiando a outra mão no bolso.
Brutamontes...
A disputa estava acirrada. E pelo maxilar divertido de Gale, Selena pode ver que ele estava bem preparado.
— Suas escolas foram nomeadas as melhores desse país.
Oh sim! Ele sabia.
Seu sorriso arrogante enquanto enlaçava a cintura de seu troféu de cobre e a enganchava abraçando seu corpo também pela cintura era impagável!
Era bom o observar sendo machista. Um pouco.
Ele a beijou no cabelo ainda olhando Matt enquanto ele falava, como se estivesse empenhando um troféu.
Seu troféu de cobre...
— Oh céus. Você é o dono das escolas ‘Olhos de ouro’? — Mandy estava embasbacada.
‘’Ah... Esse é seu trabalho. ’’ Selena pensou.
— Olhos de ouro, onde não aceitamos nada menos que ouro, aos olhos dos pais, e no futuro dos seus filhos. — recitou o ‘’slogan’’ da escola, rindo brevemente.
Matthew o fitava com os olhos brevemente semicerrados.
Ele é bom!
— Vamos colocar nossos filhos na sua escola, com toda certeza! — riu, se animando.
Gale piscou para ela.
O que...?
Horse enganchou a mulher contra seu corpo.
Brutamontes machistas... Ah!
Pela primeira vez,  Selena se pronunciou, afastando seu corpo do homem ao seu lado e pigarreando.
Todos estavam apenas se entreolhando, como se um quisesse pular no pescoço do outro... Isso incluía sua irmã, que olhava diretamente para Fletcher.
Aquilo estava muito estranho.
— Parem com isso. — se pronunciou, com as mãos na cintura e varrendo o olhar pelos rostos confusos.
— O q... — Mandy ia falar. Ia.
— Vocês. — apontou para os dois homens, serrando os olhos. — Parem com essa briguinha ridícula, seus brutamontes!
— Pequen... — Ela cortou Matt com sua voz.
— Não me chame de pequena! — exclamou, ultrajada.
Jesus.
Ela virou uma fera.
— Parem com esse impasse, ostentação de posses, ou o que quer que seja. — ela estava tão fofa irritada...
Gale foi o primeiro a rir, levando uma tapa no braço e logo depois prendendo o riso.
Matt o olhou, rindo, e agora foi a vez de Mandy rir também.
Flecther tossiu, libertando a gargalhada e Matt explodiu em outra, ambos indo se cumprimentar com um abraço de um só braço e batendo os ombros, como um abraço de camaradas.
— Idiotas. — Selena falou, se virando para ir embora.
— TPM, maninha? — seu riso começava com um gritinho, e ia se silenciando. Era estranho!
Mas engraçado... Então a enfermeira começou a rir também.
Quem olhava de longe, como Demetria que estava na porta, era um grupinho de loucos rindo até chorar.
Mas quem era ela para julgar, não é mesmo?
Ela estava adorando ver seu pai rir, mas era estranho, e isso era engraçado.
Seu pai estava parecendo tudo naquela situação, menos normal. E ela amou aquilo.
Então uma risada explodiu no inicio da porta, e todos pararam, confusos, virando para olhar a menina de cabelos pretos lisos até as costelas com a pele branquinha, se transformando em uma pimenta vermelha pelo riso.
Quando a garota percebeu, apenas ela ria, seu riso foi morrendo aos poucos enquanto suas mãos se dirigiam para sua boca surpresa por atenção.
Não sabia-se ao certo quem estava mais surpreso.
Lovato, por rir.
Selena, por pela primeira vez ver a menina mostrando as emoções, e principalmente algo tão forte como uma gargalhada. Ela sabia o quanto isso era significativo. O quanto isso significava!
Mandy, pelo mesmo motivo da irmã; antes a menina nem sorria, e agora ela estava rindo!
Matt, por não saber quem era ela.
E Gale; por todos os motivos possíveis!
Ele estava explodindo de felicidade.
Ele explodiu contra sua filha, em um abraço forte, levantando-a para que ela se encaixasse contra seu corpo e ele pudesse a sentir apertada em seu abraço.
— Minha princesa está rindo! — falou, no meio de um riso nervoso enquanto a apertava.
— Pai. — sua voz estava falha. — Pai, o senhor está me apertando. Muito. — explodiu em um riso, e ele a soltou de relance, como se ela estivesse em brasas.
E realmente estava.
Uma faísca colidindo com outra.
Uma bomba sendo pressionada com outra.
Uma explosão que atingiu diretamente o muro que separava Demetria da realidade.
Uma destruição silenciosa que nem Lovato conseguiu sentir ou ouvir, e só soube do ocorrido naquela noite, quando ela deitou na cama e sonhou com Joseph.
Sonhou chorando, por que soube que ele escondia uma verdade, e que as verdades doem mais que mentiras.
Ela estava à mercê.
Estava quente.
Estava desprotegida.
Ela estava viva!
E pronta para descobrir a verdade.
Continua...
Só posto tarde, mas ok né...
Ah, eu queria avisar que ontem, domingo, eu não postei a resenha por que o que eu fiz foi meio que um trabalho de escola da minha amiga, por isso não postei, por que vai que a professora dela procura na net e... Enfim, é isso. Então próximo domingo eu posto. :)
Tenho notícias, amanhã eu faço uma postagens com elas e posto aqui, por isso, estejam ligados! Avisarei na página no facebook do site quando eu postar.
Beijos gatas e gatos seduzentes ;*

Admita.


Leiam escutando essa música: aqui

Você era fria, e eu lhe aqueci. Você era quieta, e eu lhe fiz gritar. Você era dura, e eu lhe amoleci. Você era fechada, e eu lhe abri. Eu lhe machuquei, amor? Ou eu só lhe acariciei? Eu lhe mudei, amor? Ou eu só lhe revelei? Eu lhe corrompi, amor? Ou eu só lhe toquei? Responda-me, por favor, amor. Eu consigo ver seus cortes em seu sorriso, e isso me encantou. Sua doce dor me encantou. Você era tão pura... Você era tão nova...
Diga-me que o problema não sou eu, diga-me que me ama também, apenas segure minha mão e não me deixe ir. Eu consigo ver a aura de diversão que lhe cerca, eu também consigo ver que isso é uma farsa, mas eu não consigo mais lhe ver pelo muro de orgulho que você construiu. Não sou eu que estou longe de você, tem algo entre nós, e eu só preciso saber que não sou eu. Diga-me que o que você segura nas mãos é minha mão, e não seu orgulho. Diga-me que o que tem nas mãos é apenas seu colar, e não seu orgulho; segure o pingente de seu colar na palma da mão como se fosse a minha mão.
Não me deixe ir. Não deixe esse doce amor se amargar. Ame-me tanto quanto eu te amo. Sinta minha falta tanto quanto eu sinto a sua. Segure forte minha mão tanto quanto segura seu orgulho... Seu colar, seu violão. Apenas admita que esse é seu melhor momento, mesmo que tenha uma pitada de dor. Admita que você sente minha falta. Admita que isso não é tudo sobre mim, mas sobre você. Você sente sua falta, e precisa se arriscar mais. Então aperte seu colar na palma da mão, e imagine minha mão ali... Meu coração na palma da sua mão, por que é assim que eu imagino.











Minha amiga pediu para eu escrever, e assim eu o fiz, espero ter te acalmado, minha ruivinha; sempre que precisar das minhas palavras, de mim, estou aqui, ok? Estou aqui para lhe abraçar com minhas letras e com minhas frases :)
Por isso um texto sendo publicado a essa hora... Mas ok :)
Vou postar um capítulo ainda hoje! Fiquem ligados!
Beijos gatos e gatas seduzentes ;*